domingo, 20 de junho de 2010

Vocações

Olá, Pessoal... um grande amigo meu me mandou via msn este texto que leu em uma prova de concurso, achei muito interessante e penso que deve ser compartilhado!!! Chama-se  Vocações!!!


Na época do vestibular, minha sobrinha resolveu optar pelo curso de Enfermagem. – Por que não Medicina?- foi a infalível pergunta de muitos parentes e amigos. Moça paciente, explicou que não queria ser médica, queria ser enfermeira. Formou-se com brilho, fez proveitoso e bem sucedido estágio e hoje trabalha em um grande hospital de São Paulo. Mas ainda tem, vez ou outra, de explicar por que não preferiu ser médica.
Muita gente não leva a sério essa tal vocação. Ela levou. Poderia ter entrado, sim, no curso de Medicina: sua pontuação no vestibular deixou isso claro. Mas alguma coisa dentro dela deve ter-lhe dito: serei uma ótima enfermeira. E assim foi. Confesso que a admiro por ter seguido essa voz interior que nos chama para este caminho, e não para aquele. Poucas pessoas têm tal discernimento quanto ao que efetivamente querem ser. Em geral são desviadas dessa voz porque acabam cumprindo expectativas já prontas, mais convencionais. Calculam as vantagens pecuniárias ou relativas ao status, fazem contas, avaliam “objetivamente” as opções e acabam decidindo pelo que parece ser o mais óbvio. Mas se esquecem, justamente, da mais óbvia pergunta: - Serei feliz? É exatamente isso o que eu quero? Da falta desse fecundo momento de interrogação saem os profissionais burocráticos, sonolentos em seu ofício, vagamente conformados, que passam a levar a vida, me vez de vivê-la.
Em meu ultimo encontro com a sobrinha pude ver que ela está feliz. Faz exatamente o que gosta, leva a sério uma das mais exigentes profissões do mundo e se realiza a cada dia com ela. E vejam que atua numa especialidade das mais penosas: oncologia infantil. Desde seu estágio, envolveu-se com seus pequenos pacientes, por quem tem grande carinho. Tenho certeza que eles encontraram nela mais do que o apoio da profissional competente; vêem-na, certamente, como aquela irmã mais velha e indispensável nas horas difíceis.
Quando nossa vocação real é atendida, o trabalho não enfada, não pesa como uma maldição. Cansativo que seja, sentimos que estamos no ofício que é nosso, que nos ocupamos com algo que nos diz respeito e que, em larga medida, nos define como sujeitos. Não é pouco; é quase tudo. É o que parece dizer o olhar franco, aberto e feliz dessa jovem enfermeira. Ela não trabalha “para” atingir algum objetivo, não trabalha “para viver”, “para” ganhar a vida. Trabalhando, ela já “é”. E isso não é invejável?

Texto de Valentino Rodrigues

Agradeço Heliabe( negO) pela atenção e por ter se lembrado de mim!!!!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Enfermagem

   Em meados do Século XVIII Florence Nightingale (pioneira da enfermagem, aquela que modificou a forma do cuidar) escreve: “Enfermagem é uma arte; e para realizá-la como arte, requer uma devoção tão exclusiva, um preparo tão rigoroso, quanto a obra de qualquer pintor ou escultor; pois o que é tratar da tela morta ou do frio mármore comparado ao tratar do corpo vivo, o templo do espírito de Deus? É uma das artes; poder-se-ia dizer, a mais bela das artes!”

   Sou uma acadêmica de enfermagem, estou quase terminando meu curso e sou apaixonada pela minha futura profissão. Tenho prazer em dizer isto porque é realmente o que sinto. Mas ao analisar os fatos que ocorrem em minha volta passo a encafifar com os comentários maldosos, indecorosos e hostis com uma profissão tão maravilhosa como está que referi. A maioria da população não possui conhecimento sobre o papel de um profissional enfermeiro na íntegra e por mais que isto seja explicado os meios de comunicação só deturpam tal imagem apoiando e legitimando a opinião popular ( de alguns) que cada dia que passa se torna mais arcaica. Gostaria de dizer também que não estou generalizando, até mesmo porque há em sua minoria, pessoas que sabem o que fazemos e nos respeitam como tal, como também há pessoas que não conhecem e nem procuram saber, mas que em contrapartida se abstém de qualquer comentário.

   Confesso que em algumas reuniões casuais as quais participo, até mesmo com meus familiares, há pessoas que me abordam e fazem os seguintes comentários: - O que você faz? É injeção é?... Curativo? Como é ???
Não os recrimino, por não saberem, recrimino os meios de comunicação que fazem alusão á uma profissão parasita e sem nenhum conhecimento científico, á uma profissão que recebe ordens e que não sabe fazer nada além disso. Realmente nós aplicamos injeção, fazemos curativo, que eu particularmente acho o máximo, porque consegue-se ver a evolução da ferida até a cicatrização total. Porém não é apenas isso que fazemos. Acho que quatro anos e meio sentado na cadeira de uma universidade em período integral, faz com que aprendamos mais que isso.

   Não estou aqui para dizer o que fazemos ou deixamos de fazer em um hospital ou qualquer área de atuação. Mais sim conscientizar o respeito por uma profissão tão linda e bondosa como é a enfermagem, onde não há diferença entre os vários profissionais ( médico, nutricionista, fisioterapeuta, enfermeiros, fonoaudiólogos, psicólogos dentre outros) não existe chefe e empregado. Existe equipe e cada qual executa seu papel e ninguém, mais ninguém mesmo impõe ordens, pois são papéis diferentes. Os profissionais enfermeiros ao contrário do que muitos pensam estudam muito, tem um amplo conhecimento técnico-científico e como em toda profissão á pessoas que se destacam e também pessoas que nos envergonham, e repito isso há em todas as profissões.

Certa vez, um amigo meu me disse que “não precisamos falar, mais sim demonstrar nossa capacidade.” Ele disse de uma maneira geral e peguei isto para minha profissão. Mais penso que tenho que usar o meio virtual ao nosso favor, falar e repetir.  Porém  temos que demonstrar competência e autonomia na prática.
Amo muito minha profissão, tenho deslumbramento por enfermeiros que estudam e que buscam o conhecimento, leio alguns artigos escritos por enfermeiros e fico embasbacada com tanto conhecimento.

Eu agradeço á Deus por me permitir concluir um curso tão maravilhoso quanto este, que mesmo com decepções ( o que é inevitável), faz com que a cada dia eu me erga e olhe para alto e possa compreender que a enfermagem poderse-á tornar reconhecida pelo que realmente é e respeitada como tal.

             Débora Taynã Gomes Machado


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