Encontros inesperados e pensamentos vários
Vejamos... de onde começo!!!! Hummm....
Dos meus 10 aos 14 anos participei de uma banda/ fanfarra da prefeitura da minha cidade ( Goiânia)
E o mais interessante era que lá além de mais de 200 crianças nessa faixa etária ou mais velhos participando da banda, também haviam muitos meninos e meninas de igual número e idade que eram moradores de rua e viciados em cola de sapateiro.. Sentia um Cheiro muito forte em todos os ensaios, quando não era cola era tinner e cresci com aquela realidade até que por motivos pessoais fui obrigada á sair. O mais encafifante dessa história era que eu tinha sim medo deles roubarem meu instrumento que por sinal era caríssimo, porém tinha dias que agente sentava e conversava com 3, 4 crianças da nossa idade que eram de rua, sem nenhum temor ( minha mãe até hoje não sabe disso) me lembro que tinha os patrões que viciavam e escravizavam todas aqueles meninos e meninas ( Que realidade cruel) Recordo também de um dia que meu pai colocou uma criança no carro para que fosse adotada por nós, ela estava com as costas queimadas de cinzas de cigarro feita por um dos traficantes naquela noite. Meu pai comovido pelos constantes maus tratos recebidos por aquela criança tão ingênua e tão experiente resolveu levá-lo ( E eu? achando ótimo mais um irmãozinho heheh) Mas o traficante não deixou e minha mãe ficou com medo de toda aquela situação.. Enfim me recordei de tudo isso após 30 minutos que estava no ponto de ônibus hoje e revi uma moradora de rua que frequentava aquele lugar onde eu ensaiava. Ela estava toda dopada mas eu a cumprimentei e fiquei por mais de 5 minutos falando com ela, ela se lembrou de mim e ninguém do ponto de ônibus entendeu.. ( mas quem liga?).
Ela me pediu um dinheiro e agora paro para pensar... Como posso ajudar uma pessoa que se entrega á escravidão e se alimenta quando e da forma que dá, que vende seu próprio corpo para se drogar, que apesar de dizer que quer sair da tal vida não expõe atitudes favoráveis para tal.
Fiz parte durante alguns meses de um grupo de evangelismo no qual levávamos alimentos durante á madrugada em pontos estratégicos da cidade. E realmente poucos querem sair das ruas ou do mundo das drogas, me refiro á atitude, porque se perguntar para qualquer um deles se a vida que eles levam é boa ou se é agradável ou se faz feliz... A resposta será unânime: NÃO... Muitos referem a droga como desgraça, aquela que acabou com a minha vida ... etc....
Tantas histórias loucas e complicadas..... E ainda hoje escuto muitas pessoas chamando tais seres de vagabundos.."-Eles estão aí porque querem..." Não vejo assim! Penso que ninguém gosta ou acostuma com uma vida ruim, se você está em uma vida sacrificante e que te destrói com certeza você é infeliz e quer sair!
talvez a atitude se recue mais o desejo de sair persiste. Penso que esta faltando muita coisa em nós!
Tem faltado amor!, tem faltado abraço! tem faltado portas abertas para tais pessoas! tem faltado carinho
E não estou falando isso com ingenuidade! Porque não é....
Goiás (ou Brasil não sei a realidade de outras cidades) tem um défict muito grande de clínicas com profissionais especializados. As clínicas existentes negam segurar o viciado... Então quer dizer que se eu for viciada e der minhas crises de abstinência ninguém me segura? ( ahhhhh me poupe) e as que existem são caríssimas e a situação piora. Até hoje não conheço mais de 2 gratuitas! E Quando indicávamos os albergues para os moradores de rua a resposta era: Não não! lá eu sou humilhado(a), e acreditem se quizer, pegamos um caso onde um garoto de aproximadamente 7 anos foi estuprado aos 4 anos em um albergue! Chorei muito aconselhando aquela criança!....
Foi um fato engraçado o de hoje: Eles tem mais medo de nós do que nós deles... Quando fui cumprimentar a conhecida do ponto de ônibus, todos que estavam com ela começaram a correr e ela falou! Ou.. é gente boa! rsrssrs Me deu vontade chorar ( chorona)!
Tal olhar e vivência para mim será inesquecível.. Ainda temos muito á fazer por nosso Brasil, temos muito á fazer por esse mundo!
Bezo!
Débora Taynã Gomes Machado!
Dos meus 10 aos 14 anos participei de uma banda/ fanfarra da prefeitura da minha cidade ( Goiânia)
E o mais interessante era que lá além de mais de 200 crianças nessa faixa etária ou mais velhos participando da banda, também haviam muitos meninos e meninas de igual número e idade que eram moradores de rua e viciados em cola de sapateiro.. Sentia um Cheiro muito forte em todos os ensaios, quando não era cola era tinner e cresci com aquela realidade até que por motivos pessoais fui obrigada á sair. O mais encafifante dessa história era que eu tinha sim medo deles roubarem meu instrumento que por sinal era caríssimo, porém tinha dias que agente sentava e conversava com 3, 4 crianças da nossa idade que eram de rua, sem nenhum temor ( minha mãe até hoje não sabe disso) me lembro que tinha os patrões que viciavam e escravizavam todas aqueles meninos e meninas ( Que realidade cruel) Recordo também de um dia que meu pai colocou uma criança no carro para que fosse adotada por nós, ela estava com as costas queimadas de cinzas de cigarro feita por um dos traficantes naquela noite. Meu pai comovido pelos constantes maus tratos recebidos por aquela criança tão ingênua e tão experiente resolveu levá-lo ( E eu? achando ótimo mais um irmãozinho heheh) Mas o traficante não deixou e minha mãe ficou com medo de toda aquela situação.. Enfim me recordei de tudo isso após 30 minutos que estava no ponto de ônibus hoje e revi uma moradora de rua que frequentava aquele lugar onde eu ensaiava. Ela estava toda dopada mas eu a cumprimentei e fiquei por mais de 5 minutos falando com ela, ela se lembrou de mim e ninguém do ponto de ônibus entendeu.. ( mas quem liga?).
Ela me pediu um dinheiro e agora paro para pensar... Como posso ajudar uma pessoa que se entrega á escravidão e se alimenta quando e da forma que dá, que vende seu próprio corpo para se drogar, que apesar de dizer que quer sair da tal vida não expõe atitudes favoráveis para tal.
Fiz parte durante alguns meses de um grupo de evangelismo no qual levávamos alimentos durante á madrugada em pontos estratégicos da cidade. E realmente poucos querem sair das ruas ou do mundo das drogas, me refiro á atitude, porque se perguntar para qualquer um deles se a vida que eles levam é boa ou se é agradável ou se faz feliz... A resposta será unânime: NÃO... Muitos referem a droga como desgraça, aquela que acabou com a minha vida ... etc....
Tantas histórias loucas e complicadas..... E ainda hoje escuto muitas pessoas chamando tais seres de vagabundos.."-Eles estão aí porque querem..." Não vejo assim! Penso que ninguém gosta ou acostuma com uma vida ruim, se você está em uma vida sacrificante e que te destrói com certeza você é infeliz e quer sair!
talvez a atitude se recue mais o desejo de sair persiste. Penso que esta faltando muita coisa em nós!
Tem faltado amor!, tem faltado abraço! tem faltado portas abertas para tais pessoas! tem faltado carinho
E não estou falando isso com ingenuidade! Porque não é....
Goiás (ou Brasil não sei a realidade de outras cidades) tem um défict muito grande de clínicas com profissionais especializados. As clínicas existentes negam segurar o viciado... Então quer dizer que se eu for viciada e der minhas crises de abstinência ninguém me segura? ( ahhhhh me poupe) e as que existem são caríssimas e a situação piora. Até hoje não conheço mais de 2 gratuitas! E Quando indicávamos os albergues para os moradores de rua a resposta era: Não não! lá eu sou humilhado(a), e acreditem se quizer, pegamos um caso onde um garoto de aproximadamente 7 anos foi estuprado aos 4 anos em um albergue! Chorei muito aconselhando aquela criança!....
Foi um fato engraçado o de hoje: Eles tem mais medo de nós do que nós deles... Quando fui cumprimentar a conhecida do ponto de ônibus, todos que estavam com ela começaram a correr e ela falou! Ou.. é gente boa! rsrssrs Me deu vontade chorar ( chorona)!
Tal olhar e vivência para mim será inesquecível.. Ainda temos muito á fazer por nosso Brasil, temos muito á fazer por esse mundo!
Bezo!
Débora Taynã Gomes Machado!
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